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Nenhuma empresa está imune a imprevistos. Um erro de comunicação, um problema operacional, uma falha tecnológica ou uma crise de reputação nas redes sociais podem gerar impactos significativos. Por isso, compreender o gerenciamento de crise é um passo indispensável para qualquer negócio que busca estabilidade e confiança. 

Mais do que reagir a um problema, o gerenciamento envolve prever, planejar e estruturar respostas rápidas e eficazes. Neste artigo, você vai entender o que é gerenciamento de crise, suas fases, como montar um plano de ação e verá exemplos de gerenciamento de crise aplicáveis a empresas de diferentes portes. 

Qual é o conceito do gerenciamento de crise?   

O gerenciamento de crise é o conjunto de ações estratégicas adotadas por uma organização para prevenir, responder e se recuperar de situações que possam comprometer sua imagem, operação ou seus resultados. Ele envolve identificar riscos potenciais, preparar a equipe e estabelecer protocolos para lidar com cenários destoantes. 

O gerenciamento de crise empresarial é um processo contínuo. Ele não começa quando o problema acontece, e sim muito antes disso, com o mapeamento de vulnerabilidades e a criação de planos de contingência. 

Tipos de crise 

Nem todas as crises têm a mesma origem ou o mesmo impacto. Entender os tipos é o primeiro passo para preparar respostas adequadas e planejar ações que previnam as crises antes mesmo delas começarem.  

Conheça alguns tipos de crises. 

Reputacional 

A crise reputacional surge quando há danos à imagem da marca, normalmente relacionados a falhas de comunicação, crises de atendimento, polêmicas públicas ou críticas nas redes sociais.  

O gerenciamento de crise nas redes sociais é hoje uma das áreas mais delicadas, já que a repercussão é imediata e pode afetar a percepção pública em questão de horas. 

Operacional 

Uma emergência operacional se relaciona a problemas internos que interrompem o funcionamento da empresa, como falhas de produção, greves, atrasos em entregas ou acidentes.  

Nesses casos, a gestão de crise precisa envolver diferentes setores para minimizar os impactos e manter a operação viável. 

Tecnológica 

Com a digitalização, ataques cibernéticos, vazamentos de dados e falhas em sistemas se tornaram riscos constantes. Ter protocolos de resposta e um time técnico preparado faz parte das fases do gerenciamento de crise voltadas à prevenção e recuperação.  

Natural 

Desastres naturais, como enchentes e incêndios, também demandam gerenciamento de crises estruturado. Aqui, o foco está em proteger vidas, manter a comunicação transparente e garantir a continuidade dos serviços sempre que possível. 

Equipe analisando o andamento de uma gestão de crise.
As fases do gerenciamento de crise guiam a empresa na recuperação e prevenção.

Quais são as 4 fases do gerenciamento de crise? 

O gerenciamento de crise é composto por quatro fases complementares que guiam a empresa desde a prevenção até a retomada. A seguir você verá cada uma dessas fases e como elas atuam na gestão de crise. 

1. Prevenção 

A etapa preventiva foca no mapeamento de riscos e na identificação de vulnerabilidades. É o momento em que a empresa reconhece possíveis gatilhos que podem gerar crises cria medidas para evitar que aconteçam. Essa fase envolve auditorias internas, pesquisas de reputação e monitoramento constante de indicadores. 

2. Preparação 

Aqui, o objetivo é estruturar o plano de resposta. É quando se define o comitê de crise, a hierarquia de decisões e os protocolos de comunicação interna e externa. É nessa fase que se desenham casos de gerenciamento de crise simulados, com base em cenários possíveis, para testar a capacidade de reação da equipe. 

3. Resposta 

A fase da resposta é quando a crise realmente acontece. É o momento de executar o plano de ação com agilidade, clareza e coerência. A empresa precisa manter a transparência na comunicação, priorizar a segurança e evitar improvisos.  

Bons exemplos de gerenciamento de crise mostram que empresas que se comunicam rapidamente com seus públicos reduzem danos e recuperam a confiança mais rápido. 

4. Recuperação 

Após o controle do cenário, a fase de recuperação busca reconstruir a imagem, revisar falhas e implementar melhorias. É quando se avalia o impacto real da crise e se define o plano de reposicionamento. Essa etapa reforça o aprendizado e fortalece a cultura de gestão de crise preventiva. 

Por que sua empresa precisa de um plano de gerenciamento de crise?   

Ignorar o gerenciamento de crise empresarial é o mesmo que deixar a reputação da marca nas mãos do acaso. Um plano estruturado garante respostas rápidas, decisões mais assertivas e uma comunicação consistente, evitando danos maiores. 

Empresas que possuem plano de gerenciamento reduzem custos, preservam clientes e mantêm credibilidade mesmo sob pressão. Além disso, o planejamento ajuda a alinhar equipes e preparar porta-vozes, tornando a comunicação mais efetiva durante períodos de turbulência. 

O que fazer em um gerenciamento de crise? 

Durante uma crise, a transparência é a principal ferramenta de controle. Assuma o problema, informe o que está sendo feito para encontrar uma solução e mantenha o público atualizado.  

Na prática, isso significa acionar o comitê de crise, seguir os protocolos definidos e coordenar a resposta em todos os canais, especialmente quando o caso envolve gerenciamento de crise nas redes sociais, onde a disseminação da informação é instantânea.

Homem no computador colocando um plano de gerenciamento de crise em prática.
Saber como fazer gestão de crise é parte essencial de qualquer negócio.

Como montar um plano de ação em 5 passos 


Um bom plano de gerenciamento de crises deve ser prático, adaptável e revisado periodicamente, garantindo sua efetividade quando precisar ser acionado. 

Veja como estruturá-lo de forma eficiente em apenas cinco passos! 

1. Mapeamento de riscos e stakeholders 

Comece identificando todos os riscos potenciais e os públicos impactados (clientes, colaboradores, fornecedores, imprensa, comunidade). Essa etapa permite prever diferentes cenários e personalizar as ações de resposta de acordo com aqueles que serão impactados, agilizando o gerenciamento de crise e facilitando as ações a serem feitas. 

2. Formação de comitê 

Monte uma equipe multidisciplinar com representantes das áreas de comunicação, jurídico, RH, tecnologia e direção. O comitê deve ter autonomia para tomar decisões rápidas e coordenar a gestão de crise de forma integrada, cobrindo todas as frentes e garantindo que a crise seja controlada em todos os setores da mesma maneira. 

3. Definição de protocolo de comunicação 

Um dos pontos mais sensíveis é a comunicação. É importante escolher com atenção quem será o porta-voz, quais canais serão usados e como será feita a atualização das informações. 

Bons exemplos de gerenciamento de crise mostram que uma comunicação clara e centralizada evita ruídos e boatos. 

4. Treinamentos e simulações 

Crises simuladas ajudam a testar o plano e identificar falhas. Treinar a equipe é a melhor forma de garantir que todos saibam como fazer gestão de crise na prática, com calma e rapidez, preparando não só as ações em caso de crise, mas também o psicológico da equipe. 

5. Avaliação e melhoria contínua 

Após cada ocorrência, faça uma análise detalhada: o que funcionou? O que precisa ser ajustado? A melhoria contínua torna o gerenciamento de crise mais maduro e prepara a empresa para responder ainda melhor no futuro. 

O gerenciamento de crise não é apenas uma ferramenta de defesa, mas uma estratégia de fortalecimento institucional. Empresas que se preparam não apenas evitam danos, como também demonstram profissionalismo e responsabilidade perante clientes e parceiros. 

Criar um plano estruturado, investir em comunicação e promover treinamentos são práticas que constroem resiliência. Mais do que reagir, o objetivo da gestão de crise é antecipar e agir com inteligência, transformando desafios em oportunidades de crescimento e credibilidade. 

Quer mais dicas de como manter a reputação do seu negócio? Navegue pelo blog da Jadlog Entregas e descubra outros artigos sobre gestão, marketing e experiência do cliente.

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